12 de Maio de 2008

8 de Maio de 2008

Não rima a bota com a perdigota.

Quando toda esta torrente de pensamentos me sair da cabeça vou voltar a ser exactamente a mesma de sempre, mas ando tão exausta que até pensar com alguma lógica me exaure. Seria óptimo se o ser humano, tal como os telecomandos, tivesse um botão on/off, não? É que me passam tantas coisas pela cabeça a cada milésimo de segundo que a minha bateria está fraca, e eu não sei como a carregar, onde a carregar, com o que a quero carregar. Preciso dormir. Descobri que a falta de sono me deixa com instintos quase assassinos. Não de pessoas, mas de vontades e ideais. Não dormindo, fico com vontade de chutar o balde, mandar tudo à minha volta para o inferno, desfazer-me de tudo como se isso me pudesse libertar das insónias. Descobri também que não dormir me incapacita para escrever, daí este texto não fazer sentido para ninguém além de mim mesma. Agora, talvez também vocês que chegaram a esta última frase estejam a pensar: seria bom se o ser humano tivesse um botão de alerta para quando começamos a ler porcaria, pouparíamos tempo. E quase que podemos concluir que, em algum momento, tudo aquilo que todos desejamos é um botão, o simples botão inexistente que resolveria muitos dos males do mundo (ou dos nossos males, o que já seria óptimo). Mas como depois de uma boa noite de sono vou pensar que ter um botão seria uma chatice e um perigo, a única conclusão que consigo tirar é que o facto de nós humanos não controlarmos nada, é o que nos mantém vivos.